Há insectos e picadas…

Quem nunca acordou a meio da noite com o zumbido de uma melga?! Ou picado por uma vespa quando fazia um passeio no campo?! Pois bem, apesar do verão se estar a ir embora, esses drones biológicos e seus familiares rastejantes continuam presentes.

Em primeiro lugar devemos prevenir as picadas. Uma das formas mais convencionais de o fazer é utilizar repelentes. Dentro destes destaco quatro que são os mais eficazes: o DEET, a icaridina, o IR3535 e o citriodidiol. Também é preciso ter em conta que se à nossa volta estiver a ocorrer a 3ª, 4ª ou 8ª praga do Egipto, se calhar convém adicionar as seguintes medidas não farmacológicas:

  • não abrir as janelas com as luzes de casa acesas, uma vez que irá atrair insetos;
  • usar mosquiteiros nas mesmas;
  • manter a calma se vir uma abelha ou vespa, uma vez que estas só ferram quando se sentem ameaçadas;

Porém, só nos lembramos de prevenir quando já fomos picados por algum insecto, por isso…

Como tratar a picada?

Nem todas as pessoas reagem da mesma maneira, nem todos os insectos são iguais, por isso mesmo devemos tratar a picada mediante os sintomas que nos surgem e os insectos que nos picam.

Se estivermos a falar de mosquitos e melgas, devemos aplicar um anti-histamínico localmente para evitar o prurido e, se a pessoa picada apresentar uma “baba” em volta da mesma, poderá ter que aplicar uma cortisona local de forma a diminuir essa reacção.

Quando o insecto se trata de uma abelha, deverá remover-se o ferrão (por exemplo: com uma pinça), aplicar gelo de forma a diminuir a inflamação e aplicar um anti-histamínico.

Nem sempre é possível remover o ferrão, e para estas situações há um truque para neutralizar o veneno que contêm. O ferrão da abelha tem pH ácido e por isso pode ser neutralizado utilizando uma solução básica como o bicarbonato de sódio diluído em água. Já o veneno da vespa tem pH alcalino, devendo aplicar-se um ácido como o vinagre. Em caso de dúvida, o gelo é sempre a melhor solução.

É preciso ter em conta que nem todas as pessoas reagem da mesma maneira, e em algumas situações, nomeadamente quando a reacção se espalha pelo corpo, ou quando a ferida infecta, pode ser necessária uma intervenção do médico.

Texto escrito pela Filipa

Em caso de dúvida consulte a sua farmacêutica 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *